"O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão" (Nuno Lobo Antunes) - Beja - Obscenidades - Misérias da vida privada
Wednesday, December 29, 2010
Friday, April 02, 2010
O raio do PEC
Tuesday, March 30, 2010
Os perigos do sexo oral
Friday, March 05, 2010
Há coisas fantásticas, não há?
1.Einstein
2.Nelson Mandela
3.Ayrton Senna
4.Helen Keller
5.Bill Gates
6.Gandhi
7.George Clooney
8.Thomas Edison
9. o H
10.Abraham Lincoln
Pois é... Um dia ainda chegas lá...
Monday, March 01, 2010
Pax Julia ao encontro de novos públicos e mais qualidade
O Pax Julia – Teatro Municipal renova, a partir de Março, a sua programação habitual ao encontro de novos públicos e de uma maior interacção com os seus utilizadores. Assim, foram criados novos espaços temáticos mais direccionados para determinados públicos, com o propósito de uma maior abrangência de interesses, maior diversidade e mais qualidade.
PaxJovem é um dos exemplos em que esta estrutura cultural da cidade pisca o olho a públicos mais jovens. Ao começar com um espectáculo dos “Virgem Suta” – a banda de Beja em ascensão no panorama nacional – o objectivo deste espaço é trazer à cidade, uma vez por mês, concertos de top entre as gerações mais novas.
Outra das faixas etárias valorizada na nova programação é a do público de idade maior. CineSénior é a denominação do novo espaço, de entrada gratuita, destinado igualmente aos utentes de instituições de solidariedade social. É intenção do Município de Beja criar condições que permitam maior usufruto do Pax Julia por parte dos seniores das freguesias rurais.
Cineclube é outra rubrica nova que tem como meta a apresentação, duas vezes por mês, de clássicos de cinema, a criação de ciclos temáticos, conversas com realizadores, espaços de discussão e debate sobre o mundo do cinema.
Da programação do Pax Julia para o mês de Março conta-se a actuação do Quinteto La Típica, mais e mais diversificadas sessões de cinema, um espectáculo de solidariedade do Alentejo para com a Madeira, um concerto com Ângela Silva (soprano), Francisco Sassetti (piano) e Coro do Carmo de Beja, uma performance poética e musical pela Arte Pública, um concerto de música tradicional portuguesa com “Toques do Caramulo” e PaxDance, um espectáculo multidisciplinar da Associação Zona Azul.
O Pax Julia é ainda palco, em Março, do 1º Congresso de Turismo do Alentejo que reúne em Beja especialistas da área.
Tuesday, January 12, 2010
Friday, January 08, 2010
Tuesday, November 10, 2009
Friday, October 02, 2009
Apontamentos eleitorais,por AMRevez
A inversão deste cenário de genocídio democrático não será possível sem uma reestruturação coactiva dos partidos políticos, tendo em vista a sua democracia interna, e sem uma pedagogia democrática activa com retaguarda institucional, isto é, inserida no sistema educativo desde o básico.
Mas regressemos à coboiada dos vencedores e derrotados, só para um apontamento. Um dos vencedores indiscutíveis desde embate eleitoral, quase sempre pelas piores razões, foi sem dúvida Paulo Portas, o político mais hábil da actualidade. Paulo Portas tem na ponta da língua a cartilha do mais despudorado populismo, adornado com muitos truques demagógicos e reforçado com uma inteligência táctica e uma sedução discursiva e impressiva, que são desarmantes e eficazmente convincentes junto de dois tipos bem demarcados de eleitorado: os conservadores burgueses, e os populares desprotegidos e revoltados pela incúria e injustiças do “sistema”. Curiosamente, mais do que a esquerda sindical e combativa do PCP, ou a “nova esquerda” fracturante e pós-materialista do BE, foi o CDS-PP de Paulo Portas que melhor soube capitalizar o descontentamento com muitas das políticas neo-liberais e sociais do eng. Sócrates. As primeiras porque favoreceram os mais poderosos de forma escandalosa e obscena. As segundas porque não foram acompanhadas de fiscalização rigorosa, transigindo-se com a fraude.
No distrito de Beja, assinale-se o maior crescimento eleitoral, o do BE, o que poderá baralhar ainda mais as contas para as próximas autárquicas, mas que evidencia uma penetração do Bloco num território onde as clivagens ideológicas clássicas ainda definem a dinâmica eleitoral.
E porque estamos na véspera das autárquicas, mas já com a campanha eleitoral para as mesmas em plena ebulição, só três breves apontamentos sobre a animada campanha eleitoral para o Município bejense.
Comecemos pela candidata Dulce Amaral e a sua lista independente. O “independentismo” é muito nobre e estimável se movido e justificado por razões de alternativa política e programática às propostas fecundadas no seio partidário. Ora o que a senhora Dulce tem vindo a exibir nas suas deliciosas aparições em entrevistas e debates é apenas uma motivação de foro psicanalítico. Pelos vistos, a candidata ficou muito chocada, enquanto militante e autarca eleita pelo Partido Socialista, por ter de obedecer à disciplina ou condicionamento partidário, e vai daí traumatizou e recalcou a coisa. E não é para menos, é certo, pois deve ser uma pessoa muito sensível. Mas para dar conta do seu choque traumático, bastaria um ou dois artigos de opinião num jornal a desancar os malvados dos seus camaradas de emblema; não era necessário toda a trabalheira de formar uma lista. Ao mesmo tempo que nos livrava a todos de ouvi-la a destilar vacuidades, próprias de quem só entrou no jogo para dar cacetada ao seu ex-partido e amansos descarados à CDU, vá-se lá saber porquê…
Depois o candidato do CDS-PP. É um paraquedista com pinta. Não faz a mínima ideia do que seja o Alentejo “real” para lá da boa comida e do bom vinho, mas traz escorreita verve no discurso, agilidade de tribuno, e, mais importante que tudo, já se comprometeu a viver aqui e dar o melhor de si. Creio mesmo que foi o maior feito do mandato de Francisco Santos, ter feito tanta asneira que obrigou à fixação por cá de um dirigente do CDS-PP. E se ele trouxer a família toda, a economia local agradece.
E em que bela forma está Francisco Santos! Irrepreensível na sobranceria e arrogância com que brinda os seus adversários políticos. Este senhor é a antítese do político cordato, dialogante e produtor de consensos. Sempre de semblante carregado e contrariado, podia ao menos compensar a falta de polidez nos modos e a incapacidade de debater com alguma imaginação programática, já que carrega o peso de falhanços e incumprimentos eleitorais. Mas nem isso. Uma miséria.
Daqui a uns dias, importa levar para Câmara de Beja um projecto autárquico sólido e aglutinador de muitas filiações cívicas e políticas, e urge também dar voz na Assembleia Municipal a uma força de esquerda interveniente e protestativa.
Friday, June 26, 2009
MANDATO FALHADO
Ora, nada disto foi feito! A principal aposta da CDU, a sua única, apesar de precária e pouco sustentada, estratégia para a cidade e concelho ficou na letra do programa eleitoral. E algumas daquelas ideias nem requeriam volumosas verbas, apenas suponham competência política e técnica, atributos que não podemos reivindicar à equipa de governantes locais da CDU. Do urbanismo e requalificação urbana à cultura, da educação à juventude, da modernização tecnológica ao desenvolvimento económico, o que se assistiu nestes quatro anos foi a uma incompetência danosa dos eleitos da CDU. Danosa porque frustrou legítimas expectativas de muitos munícipes, porque hipotecou o futuro da nossa cidade, porque administrou mal as prioridades e gastou ainda pior os dinheiros públicos, porque recrutou técnicos e “homens de confiança política” desastrosamente incompetentes, porque não soube coordenar politicamente os bons técnicos de que a CMB dispõe, porque cedeu a tentações eleitoralistas e despesistas em final de mandato.
À excepção da área dos serviços municipais, da solidariedade social, e de alguns investimentos e obras nas freguesias rurais, o executivo da CMB abandonou-se a um letárgico desnorte, sem engenho político para dinamizar o campo de intervenção dos pelouros com projectos inovadores e necessários ou com a execução e desenvolvimento dos que definiu eleitoralmente, pelo menos os mais relevantes, como a construção de uma nova piscina descoberta, ou a recuperação total do Estádio Dr. Flávio dos Santos, a criação de um novo Pavilhão Polidesportivo ou do eixo de ligação de Beja ao rio Guadiana.
E em sectores como a cultura e juventude, a actuação do executivo foi calamitosa. A Carta Cultural do Concelho, a grande estratégia do Município para a cultura, e instrumento de coordenação de toda a actividade cultural do concelho através da criação do Conselho Municipal de Cultura, foram fantasmas de gestação “kafkiana”, talhados a picareta já no final do mandato e de total inutilidade. O Pax Julia continuou entregue a um director que é mero programador burocrático ou, com mais propriedade, um calendarizador de eventos e espectáculos. A Casa da Cultura definha, sem um plano de revitalização. Os museus e outros equipamentos culturais não ganham visibilidade (como a Galeria dos Escudeiros) e outros (como a Biblioteca Municipal) perderam constância ou regularidade nas actividades que promoviam. A juventude foi ostensivamente esquecida por este executivo durante quatro longos anos. O Além Rock e a Beja Alternativa foram extintos e compensados com a promessa de um grande festival da juventude, que veio nas vésperas das eleições, claro, e só foi grande no esbanjamento de recursos e na comicidade, pois resultou numa cópia medíocre e provinciana do modelo comercial dos principais festivais de Verão.
Agora que chegamos ao fim deste triste e frustrante mandato, seria um acto de elementar dignidade política e moral, exigível a uma equipa que incumpriu tantas promessas eleitorais, dar a cara publicamente, convocar os cidadãos e a comunicação social, e justificar pormenorizadamente tantos falhanços e desistências. Prestar contas aos eleitores seria uma despedida com alguma elegância e decência.
Porque em Outubro já não nos vão fazer perder mais quatro anos. Já chega. Estamos fartos. Beja merece melhor.
Regressar ao Viagra e Prozac
Saturday, March 07, 2009
Friday, February 27, 2009
Wednesday, February 25, 2009
Teste de Amor!
Para saber quem o ama realmente, faça o seguinte teste:
1 - Tranque o seu cão e o seu marido na mala do carro.
2 - Espere exactamente uma hora (mesmo uma hora, por que se não esperar vai deturpar os valores do teste).
3 - Abra a mala do carro.
4 – Repare em quem é que está contente por o voltar a ver...
Saturday, January 10, 2009
Tuesday, December 16, 2008
Sunday, December 14, 2008
Saturday, December 06, 2008
O pirilau do Pai Natal...
Regressar ao Viagra e Prozac
Monday, November 17, 2008
Wednesday, October 29, 2008
UMA ESCOLA PARA OS CIGANOS, por Vitor Silva
Os professores, já em completo stress devido a uma avaliação imposta pelo Ministério da Educação e que parece consistir fundamentalmente em esgotar os docentes em intermináveis e burocráticas reuniões e em sessões de preenchimento de fichas surrealistas, os professores em stress, disseram basta. Demitiram-se o Conselho Directivo e os Coordenadores de Departamento e a escola ficou semiparalisada.
Agora promete-se o reforço das medidas de segurança, com a contratação até de uma empresa especializada e câmaras de videovigilância. Enfim, segurança, segurança e mais segurança.
Permito-me discordar.
Passo a explicar. Tanto quanto parece os problemas têm sido causados por indivíduos de etnia cigana, jovens e adultos. Logo, as medidas de segurança agora tomadas dirigem-se aos ciganos, mesmo que ninguém o confesse. Ora eu tenho para mim que isto não vai resolver nada. A solução deveria ser outra.
Os ciganos já conseguiram que a Câmara Municipal lhes desse casas. Então, pergunto eu, por que não lhes dar também uma escola feita ao seu gosto e medida? Desde logo tendo à sua frente um cigano. Se o presidente do Conselho Executivo fosse alguém chamado Lelo da Conceição de certeza que os ciganos se sentiriam muito mais felizes.
As regras de funcionamento da escola também teriam que ser alteradas. Os alunos de etnia cigana só iriam à escola quando quisessem ou quando os pais os obrigassem. Por sua vez os pais destes alunos teriam o direito de espancar os professores sempre que estes reprovassem os seus filhos ou simplesmente os repreendessem.
O currículo da escola também teria que ser alterado. As línguas, tais como o Português ou o Inglês seriam eliminadas, sendo obrigatório o Espanhol, para que os ciganitos compreendessem e cantassem melhor as canções flamengas.
Seriam introduzidas novas disciplinas, daquelas que fossem úteis aos ciganos quando atingirem a idade adulta, por exemplo: “Como guiar um veículo automóvel, sem ter carta e sem ser multado”, “Como vender roupa de marca falsificada, sem ser preso” ou “Como receber o rendimento social de inserção, ter casa de borla, ganhar dinheiro vendendo nas feiras e mercados, sem ter que pagar impostos”.
Por outro lado, os espaços verdes da escola deveriam ser aproveitados para lá se porem a pastar burros, mulas e cavalos.
Perguntar-se-á. E os outros alunos? Aqueles que não são de etnia cigana? Deveriam mudar de escola? Não senhor. Deveriam ser obrigados a ficar nessa escola. Para quê? Para que os alunos ciganos quando precisassem de exercitar os músculos o pudessem fazer batendo nos alunos não ciganos. Com certeza ninguém vai querer que os ciganitos se aleijassem andando à pancada uns com os outros.
Thursday, September 25, 2008
Aeroporto de Beja
As férias são sempre um excelente momento de contemplação, uma oportunidade irrepetível para nos perdermos nas coisas que nos rodeiam: nestes dias olho os céus da minha cidade, pela claridade dos dias quentes de verão, quando a lua imensa traz luz à madrugada e, por mais que queira, tente e sonhe, não consigo ver … aviões.
Se as promessas governamentais fossem algo mais do que palavras vãs, este seria o mês em que o Aeroporto de Beja descolava de um longo projecto, desenhado durante anos num papel, um sonho sucessivamente adiado, não faltando aqueles que, tal como em Alqueva, desejam escrever no chão um “construam-me porra” que abale a consciência pesada de um poder central que insiste em ver o Alentejo como um empecilho nas viagens estivais para o Algarve.
Apesar de uma década de atraso, as obras, cuja necessidade sempre foi duvidosa, continuam num ritmo pacato, sendo que um extremo optimismo pode levar-nos a acreditar que daqui a nove meses se concluirá o parto das obras!
Mas, a mais cruel das perguntas impõe-se: se a metáfora me é permitida, lanço a questão: para que vai servir este bebe?
A força área alemã presenteou-nos com umas instalações excepcionais, uma pista com condições únicas, numa região que oferece um clima quase perfeito para a aviação. Com a seguida dos germânicos a Força Aérea apropriou-se do espaço, utilizando-o para actividades que devem ser interessantíssimas e muito estimulantes mas, que muito pouco ofereceram à cidade. Sublinho-o, porque me parecem inquietantes as recentes noticias do interesse americano nesta base, que poderia oferecer-nos mais de coisa nenhuma.
Estou absolutamente convicto que o Aeroporto Civil de Beja é a resposta para o marasmo económico da nossa cidade e que do seu sucesso depende a sustentabilidade desta região. Mas, o que se pretende com o Aeroporto? Que estranhas razões explicam que a cidade ignore em absoluto o que vai acontecer após a conclusão das obras que, repito, têm uma duvidosa necessidade.
Procurando analisar a situação actual fico na duvida se estamos perante um ligeiro problema ou uma imensa tragédia!
Problema de somenos importância será existir um singelo problema de comunicação, ou seja, a EDAB ter sido pouco hábil para informar a região sobre o que tem para oferecer no próximo ano; se for este o caso é algo que rapidamente se resolve e deixa aberta a janela da esperança.
Trágica, seria outra circunstância, a possibilidade que nos recusamos a acreditar, a saber, que nas vésperas da abertura ainda não estejam resolvidas um conjunto de questões determinantes para o sucesso do Aeroporto.
Desde logo, quem vai gerir o aeroporto civil? O projecto está vocacionado para transporte de mercadorias ou de passageiros? Já existem acordos significativos com empresas interessadas em voar para Beja? Crucial é saber o valor das taxas, se o preço vai ter por base os valores usuais em Portugal ou se vamos apostar numa taxa claramente inferior, para contrariar a interioridade do projecto?
Finalmente e quiçá a mais pertinente das questões, é inferir como será o acordo com os militares: a primazia do espaço aéreo será para a aviação civil ou para a aviação militar? Dito de outra forma, quem tem a ultima palavra sobre as horas e os dias em que os aviões civis podem aterrar no Aeroporto de Beja?
Continuo convicto da importância para a cidade, região e País do Aeroporto de Beja: mas temo que as obras atrasadas sejam o único significativo avanço neste projecto: agora, mais que nunca, é crucial ouvir a EDAB, porque importa acabar com as duvidas e começarem a surgir as respostas!
(Crónica Radio Pax)












