Tuesday, March 30, 2010

Os perigos do sexo oral


A melhoria drástica dos cuidados de saúde e o avanço espectacular da medicina têm levado a um aumento impressionante da esperança média de vida nos países desenvolvidos. Há uns tempos era-se velho a partir dos sessenta e chegar aos setenta já era bom. Agora chega-se com frequência aos oitenta e de boa saúde, idade a partir do qual se tende hoje em dia a estabelecer o limite a partir do qual começa a velhice. A população com mais de sessenta anos ameaça mesmo tornar-se em breve maioritária.
A morte, tão próxima temporalmente do nascimento, em tempos ainda não muito recuados, tão presente no quotidiano das pessoas que levou a que o culto dos mortos ocupasse nele um lugar central, a morte está a recuar no tempo e na mente dos habitantes dos países mais ricos. Com algum exagero poderá dizer-se que se está a criar o mito de que é possível viver para sempre e com saúde.
Com saúde, evidentemente, que a saúde é uma componente essencial da qualidade de vida. Juntamente com o dinheiro. Dinheiro sem o qual, há medida que a idade avança, é cada vez mais difícil ter-se saúde. Por isso a saúde é um negócio que movimenta cada vez mais dinheiro e com cada vez maiores lucros.
Não fumar, beber moderadamente (excepto água), frequentar ginásios, ingerir produtos que alimentam e não engordam, seguir dietas prescritas a peso de ouro por esteticistas, submeter-se a lipoaspirações se for caso disso, conseguir um transplante de órgãos se algum dos originais tiver deixado ou esteja em vias de deixar de funcionar: eis aqui um extracto do Manual da Longa Vida.
Esta busca do Santo Graal dos nossos dias tem por trás uma ideologia que é a de se querer levar uma vida sem riscos. Mas, como uma vida sem riscos é contrária à natureza humana e torna a própria vida um aborrecimento tão grande que pode levar à depressão, inventaram-se os desportos radicais, em que os riscos são muito limitados e que só podem ser praticados por quem goza de boa saúde, isto é, muita adrenalina mas pouco perigo.
A ideologia da vida sem riscos proíbe a maioria das coisas que ao nosso corpo dá prazer. Como alguém dizia: “o que é bom ou faz mal ou é pecado”. Dito de outra maneira: “o que é bom ou é condenado pela Medicina ou é condenado pela Igreja”.
Bem a propósito, a imprensa fez recentemente eco de um estudo realizado por uma escola de saúde inglesa em que se afirma que “as pessoas que já praticaram sexo oral com um a cinco parceiros em toda a sua vida têm aproximadamente o dobro das hipóteses de contrair cancro da garganta do que quem nunca fez sexo oral. Com seis ou mais parceiros as probabilidades são 250% superiores”. O estudo conclui que “é importante o uso do preservativo, mesmo durante o sexo oral”.
Já tínhamos o vírus HIV responsável pela SIDA, agora temos o vírus PVH responsável pelo cancro da garganta.
Aqui está pois um caso em que uma coisa que é boa faz simultaneamente mal e é pecado. É a ciência a dar uma mãozinha à Santa Madre Igreja, que sempre considerou o sexo oral uma prática contra natura.
É claro que a ciência não rejeita liminarmente o sexo oral, aconselha porém o uso do preservativo na sua prática, isto é, sem riscos. Mas, vamos ser claros, num fellatio que prazer pode tirar o parceiro activo do sabor e cheiro a látex do preservativo, mesmo que temperado por sabores e cheiros a banana ou a menta? Haverá sucedâneos comparáveis aos originais? Quanto ao cunnilingus e não havendo preservativo para a língua, pergunto-me como fazê-lo? Possivelmente cobrindo os genitais da fêmea com um plástico fino e transparente.
Contudo, lamber um plástico não me parece uma coisa lá muito erótica. Vem-me à memória a história daquele entendido no assunto que pergunta a um amigo se já tinha praticado o cunnilingus. Este responde que não, mas que será capaz de o fazer desde que a “coisa” da senhora esteja bem lavadinha, ao que o primeiro retruca que “muito lavadinha também não. Assim mais vale lamber um sabonete”.
Fica pois o dilema: praticar o sexo oral sem riscos, mas com graves ou fatais consequências para o erotismo e para o prazer ou desfrutar plenamente desta prática, que os antigos diziam ter sido inventada pelos deuses, mas correndo alguns riscos?
Eu diria mesmo, pequenos riscos, pois ao contrário da SIDA, que se transformou numa terrível pandemia à escala mundial, não me consta que o cancro da garganta se ande por aí a espalhar como uma praga. E não será certamente devido aos hábitos puritanos dos habitantes do nosso planeta.

Friday, March 05, 2010

Há coisas fantásticas, não há?


1.Einstein
2.Nelson Mandela
3.Ayrton Senna
4.Helen Keller
5.Bill Gates
6.Gandhi
7.George Clooney
8.Thomas Edison

9. o H

10.Abraham Lincoln

Pois é... Um dia ainda chegas lá...

Monday, March 01, 2010

Pax Julia ao encontro de novos públicos e mais qualidade

O Pax Julia – Teatro Municipal renova, a partir de Março, a sua programação habitual ao encontro de novos públicos e de uma maior interacção com os seus utilizadores. Assim, foram criados novos espaços temáticos mais direccionados para determinados públicos, com o propósito de uma maior abrangência de interesses, maior diversidade e mais qualidade.

PaxJovem é um dos exemplos em que esta estrutura cultural da cidade pisca o olho a públicos mais jovens. Ao começar com um espectáculo dos “Virgem Suta” – a banda de Beja em ascensão no panorama nacional – o objectivo deste espaço é trazer à cidade, uma vez por mês, concertos de top entre as gerações mais novas.

Outra das faixas etárias valorizada na nova programação é a do público de idade maior. CineSénior é a denominação do novo espaço, de entrada gratuita, destinado igualmente aos utentes de instituições de solidariedade social. É intenção do Município de Beja criar condições que permitam maior usufruto do Pax Julia por parte dos seniores das freguesias rurais.

Cineclube é outra rubrica nova que tem como meta a apresentação, duas vezes por mês, de clássicos de cinema, a criação de ciclos temáticos, conversas com realizadores, espaços de discussão e debate sobre o mundo do cinema.

Da programação do Pax Julia para o mês de Março conta-se a actuação do Quinteto La Típica, mais e mais diversificadas sessões de cinema, um espectáculo de solidariedade do Alentejo para com a Madeira, um concerto com Ângela Silva (soprano), Francisco Sassetti (piano) e Coro do Carmo de Beja, uma performance poética e musical pela Arte Pública, um concerto de música tradicional portuguesa com “Toques do Caramulo” e PaxDance, um espectáculo multidisciplinar da Associação Zona Azul.

O Pax Julia é ainda palco, em Março, do 1º Congresso de Turismo do Alentejo que reúne em Beja especialistas da área.

(regressar ao Viagra e Prozac)